Você provavelmente já ouviu essa frase: um litro de óleo de cozinha contamina 25 mil litros de água. É uma das estimativas ambientais mais repetidas no Brasil. Mas o que ela quer dizer na prática, e o que isso tem a ver com a cozinha do seu negócio ou da sua casa?
De onde vem o número
Os 25 mil litros são uma estimativa muito divulgada por campanhas de saneamento e de educação ambiental. Ela não é uma medição exata, porque o efeito do óleo depende de muitas coisas, como a quantidade de água, a correnteza e a temperatura. O valor serve para mostrar uma ideia importante: uma quantidade pequena de óleo causa um estrago desproporcional.
Isso acontece porque o óleo não se mistura com a água. Ele forma uma película na superfície, e é essa película que causa boa parte do problema.
O caminho do óleo jogado na pia
Dentro de casa ou do estabelecimento
O óleo desce quente e líquido, esfria no cano e gruda nas paredes. Com sabão e restos de comida, forma uma massa endurecida que entope a tubulação e a caixa de gordura.
Na rede de esgoto
O que passa pelo seu cano chega à rede pública. Ali, o óleo se junta ao de milhares de outras casas e comércios e forma blocos de gordura que entopem galerias, causam transbordamento de esgoto na rua e aumentam o custo de manutenção do sistema.
Nas estações de tratamento
Quando chega às estações, a gordura atrapalha o tratamento e encarece o processo. Esse custo, no fim, é dividido por toda a população.
Nos rios e mangues
Onde o esgoto não é tratado, o óleo vai direto para rios, canais e mangues. A película na superfície dificulta a troca de oxigênio entre o ar e a água e prejudica peixes, crustáceos e plantas. Em Pernambuco, com tantos rios, estuários e áreas de mangue que sustentam a pesca e o turismo, esse impacto é sentido de perto.
E no solo?
Jogar óleo no quintal ou em terreno baldio também não resolve. O óleo impermeabiliza o solo, prejudica as plantas e pode chegar ao lençol freático, que abastece poços e nascentes.
O efeito somado de uma comunidade
Uma casa que joga um pouco de óleo na pia toda semana parece não fazer diferença. Mas um bairro inteiro fazendo o mesmo, somado aos restaurantes, lanchonetes e padarias da região, gera um volume enorme de gordura descartada de forma errada. É por isso que o destino do óleo é um problema coletivo.
A parte boa: o óleo tem destino certo
O mesmo óleo que polui pode virar recurso. Recolhido e tratado, ele é usado na produção de biodiesel, um combustível renovável. Ou seja, o óleo sai da cozinha, deixa de ameaçar a água da região e volta para a economia.
O que fazer a partir de hoje
- Nunca jogue óleo na pia, no vaso sanitário, no ralo ou no quintal.
- Espere esfriar, coe e guarde em garrafa ou galão tampado.
- Raspe a gordura das panelas com papel antes de lavar.
- Entregue o óleo para uma coleta licenciada.
- Converse com vizinhos, funcionários e alunos sobre o assunto.
A Coletiva Ambiental faz a sua parte
A Coletiva Ambiental recolhe óleo de cozinha usado de empresas e residências da Mata Norte ao Sertão de Pernambuco, incluindo a Região Metropolitana do Recife. O óleo segue para a produção de biodiesel. A empresa tem licença da CPRH, cadastro no IBAMA, paga pelo óleo via Pix na hora e entrega o certificado de destinação no ato da coleta.
Quer tirar o óleo do caminho dos rios da sua região? Fale com a Coletiva no WhatsApp (81) 99241-4640.