Ele aparece na porta, oferece um bom preço pelo óleo, leva tudo em um carro sem identificação e some. Parece um negócio vantajoso, até o dia em que o óleo do seu restaurante é encontrado despejado em um terreno ou em um canal. Aí a pergunta muda de “quanto ele pagou?” para “quem gerou esse resíduo?”.
A coleta pirata de óleo é mais comum do que parece. Saber reconhecer os sinais protege o seu caixa e o seu nome.
Por que o risco é do gerador
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) estabelece a responsabilidade de quem gera o resíduo sobre o seu destino. Entregar o óleo a alguém sem licença não apaga essa responsabilidade. Se o material for descartado de forma irregular, o estabelecimento de origem pode ter de dar explicações.
A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) prevê punições para quem causa poluição. Além do problema legal, há o dano à reputação: ninguém quer ver o nome do próprio negócio ligado a um crime ambiental.
Sinais de uma coleta pirata
- Não apresenta licença ambiental. Quando você pergunta, ele desconversa ou diz que “não precisa”.
- Não entrega certificado de destinação. No máximo, um recibo escrito à mão, sem dados da empresa.
- Não tem CNPJ ou o CNPJ informado não corresponde à atividade de coleta e transporte de resíduos.
- Veículo sem identificação e sem condições adequadas para transportar líquido.
- Frequência irregular. Aparece quando quer, some por semanas, troca de pessoa toda hora.
- Não sabe dizer para onde vai o óleo. Ou dá respostas vagas, como “a gente revende por aí”.
- Pede para você não comentar ou prefere tudo em dinheiro vivo, sem comprovante.
O que conferir antes de fechar com uma coletora
- Peça o número da licença ambiental. Em Pernambuco, a licença é emitida pela CPRH. Uma empresa séria informa o número sem problema.
- Confira o CNPJ. Veja se a empresa existe, está ativa e tem atividade relacionada a coleta ou destinação de resíduos.
- Pergunte sobre o certificado. Ele precisa ter os dados do seu estabelecimento, da coletora, a data, a quantidade e o destino.
- Pergunte o destino do óleo. Reciclagem para biodiesel é um dos destinos mais comuns.
- Combine a frequência. Rota fixa ou agendamento claro mostram que existe uma operação organizada.
- Prefira pagamento rastreável. Pix na hora deixa registro da transação.
“Mas o pirata paga mais”
Às vezes paga, sim. Quem não tem custo de licença, frota regularizada e documentação consegue oferecer um pouco mais por litro. A diferença, porém, não cobre o risco. Uma única autuação ou um problema com a vigilância sanitária custa muito mais do que alguns reais a mais por mês.
E existe um custo invisível: sem certificado, você não tem como provar a destinação em uma vistoria, em uma renovação de licença ou em uma auditoria de cliente corporativo.
Já entregou óleo para um coletor irregular?
Não entre em pânico. O caminho é corrigir a partir de agora:
- Pare de entregar para esse coletor.
- Contrate uma empresa licenciada e comece a arquivar os certificados.
- Organize a rotina interna de descarte, para todo o óleo seguir para o mesmo destino.
- Se houver dúvida sobre a sua situação, consulte a CPRH ou um profissional da área ambiental.
Treine quem recebe o coletor
Muitas vezes quem negocia com o pirata não é o dono, e sim um funcionário que quer resolver o problema do galão cheio. Deixe claro para a equipe que o óleo tem destino certo e que ninguém deve entregar o material a terceiros sem autorização.
Coleta licenciada com a Coletiva Ambiental
A Coletiva Ambiental tem licença ambiental da CPRH (03.25.03.001706-5), cadastro no IBAMA (8838472) e frota própria. Paga pelo óleo via Pix na hora, entrega o certificado de destinação no ato da coleta e envia o material para a produção de biodiesel.
O atendimento cobre da Mata Norte ao Sertão de Pernambuco, incluindo a Região Metropolitana do Recife, em rota fixa a cada 15 dias ou coleta agendada.
Quer trocar o coletor sem licença por uma coleta com documento? Chame a Coletiva no WhatsApp (81) 99241-4640.